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Entrevista com o Vice-presidente Marcelo Henrique
Dirigente analisou a participação do Alecrim no Potiguar e transmitiu a expectativa para a Série C
Com o fim do Campeonato Potiguar 2010, o vice-presidente do Alecrim, Marcelo Henrique, concedeu uma entrevista à assessoria de imprensa do clube e fez uma verdadeira análise administrativa da participação do Alviverde na competição, além de tratar da expectativa para a Série C do Brasileirão 2010.
Confira a entrevista na íntegra:
Gabriel Peres: Apesar da não classificação às finais, a campanha do Alecrim no primeiro turno, que culminou com uma invencibilidade de 10 jogos, foi uma campanha histórica. Tendo em vista a proposta de não investir muito nem priorizar o Estadual em 2010, a participação, no fim, agradou?
Marcelo Henrique: Obter o mérito de fazermos uma campanha invicta no primeiro turno, feito este que não era alcançado desde 1968, ano do título invícto, realmente foi muito gratificante. Tivemos que nos superar, diante de todas as limitações de apoio que tínhamos, sobretudo em nível financeiro. O planejamento, a organização, além da transmissão dos nossos objetivos e realidade aos contratados, fazendo com que todos vestissem a camisa do Verdão, foram fatores críticos de sucesso diretos.
GP:É claro que sempre que se tem possibilidades reais de chegar a algo melhor e essa conquista não vem, é frustrante. Como é isso para a diretoria?
MH: Em função do acesso à série C e do brilhantismo deste grupo, todo torcedor criaria boas expectativas em relação ao estadual. A diretoria sabia a todo momento desta realidade, mas procuramos com tranquilidade lidar com esse contexto. No futebol brasileiro, o planejamento para cada campeonato é uma realidade diferente do que foi disputado anteriormente, seja para grandes, médios ou pequenos clubes, já que muda-se investidores, apoiadores e abrangência em nível de visibilidade. Todavia a certeza de estarmos buscando fazer sempre o melhor pelo clube, considerando as limitações de apoio, e a não presença de um maior número de torcedores nos estádios, faz com que a nossa frustração, enquanto diretoria, seja realista.
GP: Quais foram as decisões mais acertadas e o que foi aprendido de lição?
MH: Costumo pensar, que todo campeonato tem algo a nos ensinar. O planejamento, o investimento em marketing, na assessoria de imprensa, a abertura do quiosque no Shopping Cidade Jardim, e sobrebetudo na filosofia de gestão na qual havia uma valorização e reconhecimento social de cada integrante do clube, sem sombra de dúvidas foram as decisões mais acertadas. Por outro lado, as situações contingenciais que surgem de forma inesperada nos remete a refletir e aprender cada vez mais. Aprendemos que apesar do campeonato ser curto, ele tem começo meio e fim, e não podemos, apesar de termos ido bem num primeiro turno, ter a certeza de que em time que está ganhando não se mexe, já que todos os clubes se reforçam mediante resultados iniciais. Um fato a ser considerado, é que a diretoria tentou de forma significativa regularizar os reforços que vinham do Santos, todavia, em função de um problema burocrático, e do não cumprimento do tempo estabelecido pela Federação perdemos o prazo. Com certeza toda essa experiência nos permitiu uma grande evolução em nível de gestão.
GP: Qual a impressão final que o Alecrim deixou pra torcedores, imprensa e patrocinadores?
MH: Começamos muito bem, a mídia se rendeu as nossas ações administrativas, melhoramos consideravelmente nossa imagem e consequentemente atraímos de forma mais consistente a atenção dos patrocinadores, porém como futebol é resultado, ao final do segundo turno, o qual não estivemos bem, essa imagem perdeu um pouco o brilho. Mas o fato de nossas ações terem sempre uma base profissional, e pela simpatia natural do clube, acreditamos que para torcedores, imprensa e patrocinadores o Verdão sempre será lembrado de forma positiva.
GP: Como será essa fase de transição entre o Potiguar e a Série C no quesito organização?
MH: Para realizarmos uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, indiscutivelmente faz-se necessário uma rede de colaboração, isto é, o poder público e iniciativa privada são imprescindíveis. Não somos auto-suficientes para um campeonato deste porte, desta forma, mudanças na estrutura gerencial, no corpo técnico são realidades, e tudo isto estará sendo analisado pela diretoria desde já, na tentativa de não só viabilizar nossa participação, como também buscar uma vaga na Série B, já que acreditamos que futebol se faz com planejamento e pessoas de bem.
GP: A torcida, apesar de sempre presente, frustrou em quantidade durante o Potiguar. A esperança é que na Série C seja diferente?
MH: Apesas dos nossos esforços em nível de marketing e da boa campanha do primeiro turno, tivemos uma média de público muito baixa, o que nos deixou um pouco frustrados. Porém, temos consciência do tamanho do nosso desafio, já que torcida se constrói com títulos. Dessa forma, acreditamos que uma boa campanha na Série C, trará de volta o verdadeiro torcedor alecrinense e pela simpatia natural do clube na cidade, esperamos obter o apoio das demais torcidas.
GP: O que esperar do Alecrim na Série C?
MH: A parceria com o Santos F.C. está abrindo grandes horizontes. Ainda esta semana, o presidente Orlando Caldas, e o Presidente do Conselho Marcus Vinicius irão visitar o clube paulista com o intuito de buscar reforços, o que elevaria muito o nível da equipe da Série C. Paralelo a esta ação, já temos a relação dos destaques do estadual 2010 e tentaremos desta forma formar uma equipe competitiva e assim buscar uma vaga na Série B. "Somos do tamanho dos nossos sonhos"
Confira a entrevista na íntegra:
Gabriel Peres: Apesar da não classificação às finais, a campanha do Alecrim no primeiro turno, que culminou com uma invencibilidade de 10 jogos, foi uma campanha histórica. Tendo em vista a proposta de não investir muito nem priorizar o Estadual em 2010, a participação, no fim, agradou?
Marcelo Henrique: Obter o mérito de fazermos uma campanha invicta no primeiro turno, feito este que não era alcançado desde 1968, ano do título invícto, realmente foi muito gratificante. Tivemos que nos superar, diante de todas as limitações de apoio que tínhamos, sobretudo em nível financeiro. O planejamento, a organização, além da transmissão dos nossos objetivos e realidade aos contratados, fazendo com que todos vestissem a camisa do Verdão, foram fatores críticos de sucesso diretos.
GP:É claro que sempre que se tem possibilidades reais de chegar a algo melhor e essa conquista não vem, é frustrante. Como é isso para a diretoria?
MH: Em função do acesso à série C e do brilhantismo deste grupo, todo torcedor criaria boas expectativas em relação ao estadual. A diretoria sabia a todo momento desta realidade, mas procuramos com tranquilidade lidar com esse contexto. No futebol brasileiro, o planejamento para cada campeonato é uma realidade diferente do que foi disputado anteriormente, seja para grandes, médios ou pequenos clubes, já que muda-se investidores, apoiadores e abrangência em nível de visibilidade. Todavia a certeza de estarmos buscando fazer sempre o melhor pelo clube, considerando as limitações de apoio, e a não presença de um maior número de torcedores nos estádios, faz com que a nossa frustração, enquanto diretoria, seja realista.
GP: Quais foram as decisões mais acertadas e o que foi aprendido de lição?
MH: Costumo pensar, que todo campeonato tem algo a nos ensinar. O planejamento, o investimento em marketing, na assessoria de imprensa, a abertura do quiosque no Shopping Cidade Jardim, e sobrebetudo na filosofia de gestão na qual havia uma valorização e reconhecimento social de cada integrante do clube, sem sombra de dúvidas foram as decisões mais acertadas. Por outro lado, as situações contingenciais que surgem de forma inesperada nos remete a refletir e aprender cada vez mais. Aprendemos que apesar do campeonato ser curto, ele tem começo meio e fim, e não podemos, apesar de termos ido bem num primeiro turno, ter a certeza de que em time que está ganhando não se mexe, já que todos os clubes se reforçam mediante resultados iniciais. Um fato a ser considerado, é que a diretoria tentou de forma significativa regularizar os reforços que vinham do Santos, todavia, em função de um problema burocrático, e do não cumprimento do tempo estabelecido pela Federação perdemos o prazo. Com certeza toda essa experiência nos permitiu uma grande evolução em nível de gestão.
GP: Qual a impressão final que o Alecrim deixou pra torcedores, imprensa e patrocinadores?
MH: Começamos muito bem, a mídia se rendeu as nossas ações administrativas, melhoramos consideravelmente nossa imagem e consequentemente atraímos de forma mais consistente a atenção dos patrocinadores, porém como futebol é resultado, ao final do segundo turno, o qual não estivemos bem, essa imagem perdeu um pouco o brilho. Mas o fato de nossas ações terem sempre uma base profissional, e pela simpatia natural do clube, acreditamos que para torcedores, imprensa e patrocinadores o Verdão sempre será lembrado de forma positiva.
GP: Como será essa fase de transição entre o Potiguar e a Série C no quesito organização?
MH: Para realizarmos uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, indiscutivelmente faz-se necessário uma rede de colaboração, isto é, o poder público e iniciativa privada são imprescindíveis. Não somos auto-suficientes para um campeonato deste porte, desta forma, mudanças na estrutura gerencial, no corpo técnico são realidades, e tudo isto estará sendo analisado pela diretoria desde já, na tentativa de não só viabilizar nossa participação, como também buscar uma vaga na Série B, já que acreditamos que futebol se faz com planejamento e pessoas de bem.
GP: A torcida, apesar de sempre presente, frustrou em quantidade durante o Potiguar. A esperança é que na Série C seja diferente?
MH: Apesas dos nossos esforços em nível de marketing e da boa campanha do primeiro turno, tivemos uma média de público muito baixa, o que nos deixou um pouco frustrados. Porém, temos consciência do tamanho do nosso desafio, já que torcida se constrói com títulos. Dessa forma, acreditamos que uma boa campanha na Série C, trará de volta o verdadeiro torcedor alecrinense e pela simpatia natural do clube na cidade, esperamos obter o apoio das demais torcidas.
GP: O que esperar do Alecrim na Série C?
MH: A parceria com o Santos F.C. está abrindo grandes horizontes. Ainda esta semana, o presidente Orlando Caldas, e o Presidente do Conselho Marcus Vinicius irão visitar o clube paulista com o intuito de buscar reforços, o que elevaria muito o nível da equipe da Série C. Paralelo a esta ação, já temos a relação dos destaques do estadual 2010 e tentaremos desta forma formar uma equipe competitiva e assim buscar uma vaga na Série B. "Somos do tamanho dos nossos sonhos"
Gabriel Peres
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